📍 NESTA EDIÇÃO:
• 2ª parcela do reajuste (5%) e novos valores de benefícios já aparecem nas prévias do SouGov;
• Dia do Trabalhador e da Trabalhadora: Ato Show da Classe Trabalhadora em Florianópolis acontece no dia 30 de abril;
• PL da Negociação Coletiva avança para o Congresso com pedido de urgência;
• Fim da escala 6x1: projeto do governo corre contra o prazo no Congresso;
• Atenção aos Prazos: Atualização cadastral obrigatória e nova tabela para anistiados.
• 2ª parcela do reajuste (5%) e novos valores de benefícios já aparecem nas prévias do SouGov;
• Dia do Trabalhador e da Trabalhadora: Ato Show da Classe Trabalhadora em Florianópolis acontece no dia 30 de abril;
• PL da Negociação Coletiva avança para o Congresso com pedido de urgência;
• Fim da escala 6x1: projeto do governo corre contra o prazo no Congresso;
• Atenção aos Prazos: Atualização cadastral obrigatória e nova tabela para anistiados.
A semana que antecede o 1º de Maio chega carregada de significado. Não é por acaso. A mobilização da classe trabalhadora que tomou Brasília no último dia 15 de abril — e que ganhou novo impulso na Plenária Estatutária da Condsef/Fenadsef — segue reforçando que sem pressão, não há avanço.
O Dia do Trabalhador nasce lá atrás, no final do século XIX, quando operários nos Estados Unidos foram às ruas exigir algo que hoje parece básico: uma jornada de oito horas. Mais de um século depois, a história continua sendo escrita — agora com novas batalhas, como a redução da jornada sem redução de salários, o enfrentamento à escala 6x1 e o reconhecimento do direito à negociação coletiva no serviço público — pautas que hoje caminham lado a lado no Congresso e nas mobilizações do 1º de Maio.
E aqui vale reforçar: servidor também é trabalhador. Mesmo que a maioria da categoria no serviço público federal esteja sob regime 5x2, o Sintrafesc mantém posição firme ao lado da classe trabalhadora. Porque a luta por melhores condições de trabalho não é isolada — ela é coletiva.
💰 Reajuste chega, mas não resolve distorções
As prévias dos contracheques já mostram a recomposição de 5% e os impactos da Lei 15.367/2026. O reajuste, aplicado agora em abril, é resultado dos acordos firmados em 2024 e soma-se aos 9% concedidos em 2025, além de mudanças nas estruturas de carreira.
Mas é preciso enfatizar que a vitória é parcial!
A Condsef/Fenadsef reforça que as próximas pautas prioritárias incluem a equiparação dos benefícios aos praticados nos Três Poderes, a criação do auxílio-nutrição para aposentados e o aprimoramento da política de saúde suplementar. As mais de 40 emendas defendidas pela Condsef/Fenadsef não foram incorporadas, e grande parte da base — especialmente servidores do PGPE, CPST e planos correlatos — segue enfrentando distorções.
Benefícios também foram reajustados:
O auxílio-alimentação passou de R$ 1.175,00 para R$ 1,192,00 a partir de abril — com pagamento em maio. Desde 2022, quando era de apenas R$ 458,00, o benefício acumulou uma alta de 160%, resultado de uma política de valorização gradual: de R$ 458 para R$ 658 em 2023; de R$ 658 para R$ 1.000 em 2024; R$ 1.175 em dezembro de 2025; e agora a correção pelo IPCA.
A Assistência Pré-escolar subiu para R$ 526,34, acumulando 64% de aumento entre 2023 e 2026. O benefício de Saúde Suplementar chegará a R$ 213,78 — alta de 46% em relação a 2022. Esses dois reajustes constarão na folha de maio, com pagamento em junho.
🏛️ Negociação coletiva entra em nova fase
O PL 1893/2026 abre uma nova etapa na luta pela negociação coletiva no serviço público, mas a conquista depende da pressão sobre o Parlamento.
Uma das mais longas batalhas do funcionalismo público brasileiro entrou em uma fase decisiva. Após anos de mobilização das entidades sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, no dia 16 de abril, o projeto que regulamenta a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) — instrumento que assegura o direito à negociação coletiva no setor público.
Além disso, um requerimento apresentado no dia 27 de abril solicita que a proposta através em regime de urgência, o que pode acelerar sua votação diretamente no plenário da Câmara.
A regulamentação da Convenção 151 é uma reivindicação histórica dos servidores. Sem ela, o diálogo entre governo e categoria ocorre sem garantias legais claras, sem previsibilidade e com risco de retrocessos a cada mudança de governo.
O projeto estabelece regras fundamentais: negociação periódica, transparência, boa-fé, mecanismos de prevenção de conflitos e reconhecimento da organização sindical.
O projeto já conta com relator designado: o deputado André Figueiredo (PDT-CE). A tramitação pode ser acompanhada no site da Câmara dos Deputados, que também disponibilizou uma enquete pública sobre o tema — o Sintrafesc convida todos os servidores a participar, votando "Concordo totalmente" como forma de fortalecer essa causa.
>> Clique aqui para acompanhar a tramitação do PL 1893/26
>> Clique aqui para votar na enquête sobre o PL 1893/26
(Vote na opção "Concordo totalmente" como forma de fortalecer essa luta histórica dos servidores)
O envio do projeto pelo governo é um avanço. Agora, a disputa muda de lugar: sai da mesa do Executivo e entra no Congresso Nacional.
Na prática, é transformar um direito reconhecido há décadas em realidade concreta no serviço público — com regras, segurança e respeito à organização dos trabalhadores.
🎤 ATO SHOW EM FLORIANÓPOLIS: 1º DE MAIO COMEÇA MAIS CEDO NA CAPITAL
A mobilização na capital catarinense ganha as ruas na véspera do feriado. No dia 30 de abril, às 17h, o Centro Leste de Florianópolis (esquina das ruas Vítor Meireles e Nunes Machado) será palco do Ato Show da Classe Trabalhadora.Mais do que uma celebração com Samba da Lapa e Africatarina, o evento é um grito de resistência que vai reunir luta, consciência, música e cultura popular em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
📢 Chame os colegas, a família e os amigos! Vamos construir um grande ato de luta e consciência. Esta luta é nossa!
O reajuste chega à folha, mas não encerra a luta contra distorções. Um negociação coletiva avança, mas ainda precisa ser aprovada.
Da luta por jornada no século XIX à defesa da negociação coletiva hoje, passando pelos reajustes e pela valorização das carreiras, tudo aponta para o mesmo caminho: organização, mobilização e unidade.
O momento exige atenção e presença — nas ruas, nas bases e no Congresso.
✊ Juntos somos mais fortes
