As próximas horas serão decisivas para o PL 1893/2026. Trabalhadores no serviço público e entidades sindicais atuam para que a regulamentação da negociação coletiva seja incluída na pauta e votada pelo Plenário da Câmara até esta quarta-feira, 15 de julho. Caso isso não ocorra, a tramitação será interrompida pelo recesso e retomada somente em agosto.
Para evitar novo adiamento, dirigentes sindicais concentram a atuação em Brasília. A Condsef/Fenadsef participa das articulações com deputados, enquanto o Coletivo das Três Esferas da CUT reúne representações dos serviços públicos federal, estadual e municipal. A agenda envolve reuniões com bancadas, busca de apoio para a votação e acompanhamento dos espaços onde a pauta da Câmara é definida.
Nesta terça-feira, 14, uma nova rodada de conversas deve reunir representantes sindicais, integrantes do governo federal e o deputado André Figueiredo (PDT-CE), relator da proposta. O objetivo é enfrentar as divergências sobre a redação final e buscar condições políticas para que o projeto chegue ao Plenário sem perder garantias defendidas pelos servidores.
O projeto tramita em regime de urgência e já pode ser analisado pelo Plenário. O principal obstáculo neste momento é político e depende da conclusão do texto, da construção de apoio entre as bancadas e da decisão da Presidência da Câmara e das lideranças partidárias de colocar a matéria em votação.
O adiamento não representaria apenas algumas semanas de espera. Em agosto, com as campanhas eleitorais ocupando parte crescente da agenda dos parlamentares, haverá menos tempo para concluir a votação na Câmara e encaminhar o projeto ao Senado.
A pressa também não pode servir para aprovar uma lei sem força prática. A regulamentação precisa obrigar o Estado a negociar de forma transparente, dar consequência aos compromissos assumidos, reconhecer a representação sindical e preservar os instrumentos de organização e luta dos servidores.
A ação organizada das entidades e dos trabalhadores do serviço público é decisiva para cobrar da Presidência da Câmara e das lideranças partidárias que pautem e votem o PL 1893/2026 antes do recesso. Para o Sintrafesc, essa mobilização é o caminho para impedir novo adiamento de uma demanda construída há décadas e fazer da negociação coletiva um direito permanente dos servidores.
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Força-tarefa intensifica pressão para que PL 1893/2026 seja votado até esta quarta-feira (15)
Com a proximidade do recesso parlamentar e o calendário eleitoral reduzindo o espaço para votações no segundo semestre, centrais sindicais correm contra o tempo para garantir a regulamentação da negociação coletiva.
