Depois de 12 anos, a Marcha dos Catarinenses voltou às ruas na terça-feira, 18 de agosto, reunindo cerca de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de diferentes regiões de Santa Catarina. A mobilização começou na cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz e seguiu pelas ruas da capital até a Praça Tancredo Neves, em frente à Alesc. Centrais sindicais, sindicatos, movimentos populares, estudantes e diferentes categorias ocuparam Florianópolis sob o lema “Do campo à cidade, quem constrói Santa Catarina é a classe trabalhadora”.
Estiveram nas ruas trabalhadores do campo, da indústria, do comércio e dos serviços, servidores das três esferas, estudantes e movimentos sociais. A pauta reuniu o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução salarial, a valorização dos serviços e das empresas públicas, a liberdade sindical, a defesa da moradia e da reforma agrária, o combate ao feminicídio e ao racismo e os direitos dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Os servidores estaduais também levaram a luta contra o chamado confisco de 14% sobre aposentadorias e pensões.
A mobilização colocou no mesmo espaço reivindicações que atingem diretamente toda a sociedade. A crítica às renúncias fiscais bilionárias em Santa Catarina se soma à cobrança por mais recursos para saúde, educação, assistência, habitação e demais políticas públicas.
Servidores federais levam suas pautas às ruas
O Sintrafesc levou à Marcha reivindicações que continuam abertas para os trabalhadores do serviço público federal. Entre elas está a regulamentação da negociação coletiva. O PL 1.893/2026 ainda aguarda votação na Câmara, depois de ter sido retirado da pauta no dia 11. As entidades representativas da categoria defendem agora o Substitutivo nº 4, por preservar a negociação como prerrogativa sindical e impedir que representações paralelas enfraqueçam o papel constitucional dos sindicatos.
A categoria também cobra a equiparação dos benefícios entre Executivo, Legislativo e Judiciário, além da criação do auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas.
As reivindicações da classe trabalhadora reforçam a importância de acompanhar como votam os representantes de Santa Catarina. Em período eleitoral, discursos precisam ser confrontados com o histórico de cada parlamentar. Os trabalhadores catarinenses deram seu recado: quem vota contra a população e contra os direitos de quem trabalha precisa responder nas urnas.
Quem constrói Santa Catarina é a classe trabalhadora!
Confira algumas imagens da Marcha
Juntos somos mais fortes!
