Para quem trabalha ou se aposentou no serviço público federal, o debate eleitoral passa por questões que impactam diretamente sua vida. O programa de Flávio Bolsonaro prevê o aprofundamento da reforma administrativa, a redução de ministérios, cargos e do que chama de "despesas da administração pública".
É nesse ponto que o servidor precisa perguntar o que cada proposta significará na prática. Quais despesas serão cortadas? Quais remunerações poderão ser atingidas? Haverá espaço para novos reajustes? E o que acontecerá com negociações e reivindicações que ainda estão abertas?
Salário, gratificações e risco de novo congelamento
O funcionalismo conhece os efeitos de longos períodos sem negociação. A Mesa Nacional de Negociação Permanente foi retomada só em 2023, depois de anos interrompida. Desde então, foram instaladas 47 mesas específicas e temporárias e firmados 52 termos de acordo entre 2023 e 2025. As negociações também resultaram em reajustes salariais, benefícios e reestruturações de carreiras.
As perdas não foram devidamente compensadas, mas o histórico ajuda a dimensionar a preocupação diante de uma política baseada em forte redução do Estado. O risco de um novo período de congelamento salarial, portanto, merece atenção. Haverá continuidade da política de negociação e espaço orçamentário para novas recomposições ou o ajuste fiscal voltará a recair sobre salários e carreiras?
Aposentados e pensionistas também têm muito em disputa
Quem dedicou a vida ao serviço público segue mobilizado para transformar em realidade uma pauta de valorização que inclui a defesa da paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, além da correção de distorções provocadas pelas mudanças nas carreiras. Essa não é uma luta restrita a quem já se aposentou. A preservação de direitos na aposentadoria também interessa aos servidores que hoje estão na ativa, porque as regras e garantias definidas agora vão repercutir em suas aposentadorias no futuro.
Auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas
Enquanto o auxílio-alimentação dos servidores da ativa avançou cerca de 160% nos últimos anos, chegando a R$ 1.192 em 2026, os servidores deixam de receber esse benefício quando se aposentam. Por isso, a categoria reivindica a criação de um auxílio específico.
A proposta está formalmente na pauta unificada dos servidores de 2026 e prevê que o Executivo encaminhe projeto de lei para instituir o auxílio-nutrição. A medida, porém, ainda depende de negociação, legislação e previsão orçamentária. Uma mudança na orientação do governo pode determinar se essas tratativas continuarão, serão interrompidas ou terão novas condições para prosseguir.
Reforma administrativa volta ao debate
O programa de Flávio Bolsonaro também propõe dar continuidade à reforma administrativa.
Para os servidores, esse tema envolve muito mais do que mudanças burocráticas. As discussões sobre reforma administrativa envolvem estabilidade, vínculos de contratação, carreiras, avaliação de desempenho, terceirização e organização do Estado.
A redução de ministérios, despesas administrativas e estruturas públicas também deve produzir efeitos sobre cargos, concursos, carreiras e o funcionamento dos órgãos.
E as negociações que ainda estão abertas?
Esse é um dos pontos mais importantes para o funcionalismo neste momento.
O atual ciclo de negociação não terminou. A equiparação de benefícios entre os Três Poderes continua na pauta. O auxílio-nutrição dos aposentados ainda não foi conquistado. Diferentes carreiras mantêm reivindicações específicas.
A pauta unificada dos servidores também reivindica recursos para um novo reajuste a ser negociado e implementado em 2027. Soma-se a isso a tramitação do PL 1.893/2026, que regulamenta a negociação das relações de trabalho no setor público e a representação sindical dos servidores e empregados públicos.
A regulamentação da negociação coletiva é uma reivindicação histórica porque pode transformar o diálogo entre governo e servidores em um mecanismo institucional, reduzindo a dependência da decisão política de cada gestão para abrir ou fechar mesas de negociação.
Esse tema ganha destaque porque o próprio programa de Flávio Bolsonaro critica a participação sindical na formulação de políticas públicas e propõe mudanças nas relações de trabalho.
O servidor precisa decidir
O segundo turno coloca questões e propostas para quem está na ativa e para quem já se aposentou.
Haverá novos reajustes? Quais parcelas do contracheque poderão ser atingidas pelo corte de despesas? Como ficará a paridade? As negociações do auxílio-nutrição terão continuidade? As mesas específicas permanecerão funcionando? Os acordos e as reivindicações ainda pendentes serão respeitados?
Esses temas são essenciais para os trabalhadores do serviço público e precisam ser considerados antes que propostas apresentadas sob termos como "tesouraço", "redução da máquina" e "reforma administrativa" sejam transformadas em políticas de governo.
É nesse ponto que o servidor precisa perguntar o que cada proposta significará na prática. Quais despesas serão cortadas? Quais remunerações poderão ser atingidas? Haverá espaço para novos reajustes? E o que acontecerá com negociações e reivindicações que ainda estão abertas?
Salário, gratificações e risco de novo congelamento
O funcionalismo conhece os efeitos de longos períodos sem negociação. A Mesa Nacional de Negociação Permanente foi retomada só em 2023, depois de anos interrompida. Desde então, foram instaladas 47 mesas específicas e temporárias e firmados 52 termos de acordo entre 2023 e 2025. As negociações também resultaram em reajustes salariais, benefícios e reestruturações de carreiras.
As perdas não foram devidamente compensadas, mas o histórico ajuda a dimensionar a preocupação diante de uma política baseada em forte redução do Estado. O risco de um novo período de congelamento salarial, portanto, merece atenção. Haverá continuidade da política de negociação e espaço orçamentário para novas recomposições ou o ajuste fiscal voltará a recair sobre salários e carreiras?
Aposentados e pensionistas também têm muito em disputa
Quem dedicou a vida ao serviço público segue mobilizado para transformar em realidade uma pauta de valorização que inclui a defesa da paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, além da correção de distorções provocadas pelas mudanças nas carreiras. Essa não é uma luta restrita a quem já se aposentou. A preservação de direitos na aposentadoria também interessa aos servidores que hoje estão na ativa, porque as regras e garantias definidas agora vão repercutir em suas aposentadorias no futuro.
Auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas
Enquanto o auxílio-alimentação dos servidores da ativa avançou cerca de 160% nos últimos anos, chegando a R$ 1.192 em 2026, os servidores deixam de receber esse benefício quando se aposentam. Por isso, a categoria reivindica a criação de um auxílio específico.
A proposta está formalmente na pauta unificada dos servidores de 2026 e prevê que o Executivo encaminhe projeto de lei para instituir o auxílio-nutrição. A medida, porém, ainda depende de negociação, legislação e previsão orçamentária. Uma mudança na orientação do governo pode determinar se essas tratativas continuarão, serão interrompidas ou terão novas condições para prosseguir.
Reforma administrativa volta ao debate
O programa de Flávio Bolsonaro também propõe dar continuidade à reforma administrativa.
Para os servidores, esse tema envolve muito mais do que mudanças burocráticas. As discussões sobre reforma administrativa envolvem estabilidade, vínculos de contratação, carreiras, avaliação de desempenho, terceirização e organização do Estado.
A redução de ministérios, despesas administrativas e estruturas públicas também deve produzir efeitos sobre cargos, concursos, carreiras e o funcionamento dos órgãos.
E as negociações que ainda estão abertas?
Esse é um dos pontos mais importantes para o funcionalismo neste momento.
O atual ciclo de negociação não terminou. A equiparação de benefícios entre os Três Poderes continua na pauta. O auxílio-nutrição dos aposentados ainda não foi conquistado. Diferentes carreiras mantêm reivindicações específicas.
A pauta unificada dos servidores também reivindica recursos para um novo reajuste a ser negociado e implementado em 2027. Soma-se a isso a tramitação do PL 1.893/2026, que regulamenta a negociação das relações de trabalho no setor público e a representação sindical dos servidores e empregados públicos.
A regulamentação da negociação coletiva é uma reivindicação histórica porque pode transformar o diálogo entre governo e servidores em um mecanismo institucional, reduzindo a dependência da decisão política de cada gestão para abrir ou fechar mesas de negociação.
Esse tema ganha destaque porque o próprio programa de Flávio Bolsonaro critica a participação sindical na formulação de políticas públicas e propõe mudanças nas relações de trabalho.
O servidor precisa decidir
O segundo turno coloca questões e propostas para quem está na ativa e para quem já se aposentou.
Haverá novos reajustes? Quais parcelas do contracheque poderão ser atingidas pelo corte de despesas? Como ficará a paridade? As negociações do auxílio-nutrição terão continuidade? As mesas específicas permanecerão funcionando? Os acordos e as reivindicações ainda pendentes serão respeitados?
Esses temas são essenciais para os trabalhadores do serviço público e precisam ser considerados antes que propostas apresentadas sob termos como "tesouraço", "redução da máquina" e "reforma administrativa" sejam transformadas em políticas de governo.
O Sintrafesc seguirá na defesa dos servidores e servidoras, de salários dignos, da valorização das carreiras, dos direitos dos aposentados e pensionistas, da negociação coletiva e da continuidade das pautas ainda em construção.
Juntos Somos Mais Fortes!
